Sempre achei que não iria me casar – tinha uma certa fobia -, no sentido de querer ‘passar o resto da minha vida com alguém’, pois o ritual do casamento
mesmo eu não fiz e nem pretendo. Respeito aqueles que sonham em usar um vestido branco, subir ao altar, ouvir sermão de padre – já escutei cada bobagem -,
ter uma festa, receber os votos de felicidade… Todas essas coisas que eu acho, e já pedindo desculpas pela redundância, ‘irritantemente irritantes’.
E nunca me venham com o argumento de que querem a sua união abençoada por Deus, pois eu não precisei de uma igreja para me considerar a mulher mais feliz
desse mundo. Um ser humano ligado a qualquer religião é apenas um homem e, na minha opinião, é até petulante – para não dizer hipócrita – acreditar que o seu
Deus irá agraciar o casamento através desta pessoa.
O ser humano tem um vício até cômico de acreditar que algumas das coisas que acontecem em suas vidas são porque ‘Deus quis’ e descartam a sua participação.
Tem um conceito católico bem conhecido que diz tudo: livre arbítrio. Somos responsáveis por todos os nossos atos e conseqüências e isso não quer dizer que eu
não acredito em Deus.
Mas voltando ao foco não é sobre religião que eu quero falar, mas sim sobre o fato de que as pessoas aindam carregam, mesmo que inconsciente, toda a cultura
machista de que devem ser puras, casar e ter filhos e que precisam disso para serem felizes. O ponto é que casar e ter filhos pode sim te trazer felicidade,
mas não é o que faz você SER feliz, eis onde queria chegar.
Acho que atualmente tudo ficou, de certa maneira, ‘escancarado’para mim. Bom, já vivo com o meu companheiro e foi uma decisão que aconteceu naturalmente e no
seu devido momento, sem cobranças ou anseios e, principalmente, sem a crença – por ambos – de que precisávamos um do outro para ser feliz, muito pelo
contrário, sempre conversamos sobre a importância de sabermos que somos muito felizes sozinhos e que ficar juntos é apenas agregar mais felicidade e alegria
em nossas vidas, compartilhar belos momentos, aprender com o outro, puxar a mão quando um escorregar… Enfim, companheirismo sincero e gratuito, gostoso de
viver e livre.
Uma união precisa ser resultado da alegria, respeito, confiança, amizade, carinho, da simples vontade de estar junto e que deve durar enquanto tudo isso
existir da maneira mais pura e sincera. Assim, qualquer Deus, religião, crença ou afins irá abençoar o casal e cada um pode fazer o ritual que sonhou, uma
coisa independe da outra.
Mas quanto mais velha fico, mais vejo casais infelizes, mulheres ou homens que se julgam infelizes por estarem sozinhos, gente que se submete – ou se anula -
por medo de perder o outro, medo de ficar só, como se a solidão fosse sinônimo de sofrimento. Daí me pergunto: quem vai amar uma pessoa amarga, que se
apresenta sempre triste e infeliz? Como podemos encantar alguém se simplesmente não conseguimos nos amar? Quem pode ser feliz quando anula seus sonhos,
desejos, vontades e, às vezes, até cria personagens para manter um relacionamento, deixando a sua personalidade de lado, por medo de perder o outro que, no
fim, nem sabe quem você realmente é?
Ser feliz nunca dependeu e nem vai depender do outro, isso é utopia cultural, são os conceitos impostos – vomitados – por gerações, pela mídia, pela
sociedade. Não precisa ser muito religioso ou inteligente para saber que nenhum Deus irá zelar por alguém que não busca a felicidade em si.
Hoje acho que um pouco da minha fobia com relacionamentos é fruto de sempre ter visto tantos casais infelizes, pois mesmo criança sempre observei isso e
achava triste. E após algumas experiências, incluindo uma traumatizante e séria que poderia ter me tornado um ser problemático, mas foi encarada como mais um
aprendizado, apenas ajudou a enxergar que devo me respeitar como mulher, não ter vergonha de qualquer experiência de vida, saber que posso sim ser muito
feliz sozinha e viver.
Aprender – e continuar aprendendo – só me fez perder o medo de criar vínculos e ter a opotunidade de viver um relacionamento incrível e maravilhoso, como
todos deveriam ser.
Se conhecer, assumir, respeitar e ser honesto com seus próprios limites e sentimentos, como dos outros, compreender as diferenças e viver sem medo não passa
de um exercício simples para aprender a ser feliz. Aliás, parar de focar nos problemas que nós mesmos criamos – e, muitas vezes, culpamos outrem – e começar
a observar as coisas e os gestos mais simples e verdadeiros, é um caminho para ser feliz.
Passamos a vida nos relacionando, convivendo com pessoas. E não é nada fácil, ainda mais quando se trata de relacionamento amoroso.
Sempre achei que não iria me casar, pois tinha uma certa fobia em relação a ‘passar o resto da minha vida com alguém’, e se considerar todo o ritual comum de um casório, realmente não me casei e nem pretendo, mas vivo muito feliz com o meu companheiro. Claro que respeito aqueles que sonham em usar um vestido branco, subir ao altar, ouvir sermão de padre – já escutei cada bobagem -, ter uma festa, receber os votos de felicidade… Todas essas coisas que eu acho, e já pedindo desculpas pela redundância, ‘irritantemente irritantes’.
E nunca me venham com o argumento de que querem a sua união abençoada por Deus, pois eu não precisei de uma igreja para me considerar a mulher mais feliz desse mundo. Um ser humano ligado a qualquer religião é apenas um homem e, na minha opinião, é até petulante – para não dizer hipócrita – acreditar que o seu Deus irá agraciar o casamento através desta pessoa.
O ser humano tem um vício até cômico de acreditar que algumas das coisas que acontecem em suas vidas são porque ‘Deus quis’ e descartam a sua participação. Tem um conceito católico bem conhecido que diz tudo: livre arbítrio. Somos responsáveis por todos os nossos atos e conseqüências e isso não quer dizer que eu não acredito em Deus.
Mas voltando ao foco, pois não é sobre religião que eu quero falar, e sim sobre o fato de que as pessoas aindam carregam, mesmo que inconsciente, uma cultura machista de que devem ser puras, casar e ter filhos para serem felizes – se é que existe felicidade plena, mas isso é outra discussão -. O ponto é que casar e ter filhos pode sim te trazer felicidade, mas não é o que faz de você uma pessoa feliz, eis onde queria chegar.
Acho que atualmente tudo ficou, de certa maneira, ‘escancarado’ para mim. Bom, já vivo com o meu companheiro e foi uma decisão que aconteceu naturalmente e no seu devido momento, sem cobranças ou anseios e, principalmente, sem a crença – por ambos – de que precisávamos um do outro para sermos felizes, muito pelo contrário, sempre conversamos sobre a importância de sabermos que a felicidade já existe e que ficar juntos é apenas agregar mais beleza e alegria em nossas vidas, compartilhar momentos, aprender com o outro, puxar a mão do parceiro quando ele escorregar… Enfim, companheirismo sincero e gratuito, gostoso de viver e livre.
Uma união precisa ser resultado da alegria, respeito, confiança, amizade, carinho, da simples vontade de estar junto e que deve durar enquanto tudo isso existir da maneira mais pura e sincera. Assim, qualquer Deus, religião, crença ou afins irá abençoar o casal e cada um que comemore com o ritual que sonhou, uma coisa independe da outra.
Mas quanto mais velha fico, mais vejo casais infelizes, mulheres ou homens que se julgam infelizes por estarem sozinhos, gente que se submete – ou se anula - por medo de perder o outro, medo de ficar só, como se a solidão fosse sinônimo de sofrimento. Daí me pergunto: quem vai amar uma pessoa amarga, que se apresenta sempre triste e infeliz? Como podemos encantar alguém se simplesmente não conseguimos nos amar? Quem pode ser feliz quando anula seus sonhos, desejos, vontades e, às vezes, até cria personagens para manter um relacionamento, deixando a sua personalidade de lado, por medo de perder o outro que, no fim, nem sabe quem você realmente é?
Ser feliz nunca dependeu e nem vai depender do outro, isso é utopia cultural, são os conceitos impostos – vomitados – por gerações, pela mídia, pela sociedade. Não precisa ser muito religioso ou inteligente para saber que nenhum Deus irá zelar por alguém que não busca a felicidade em si.
Hoje acho que um pouco da fobia que tinha com relacionamentos é fruto de sempre ter visto tantos casais infelizes, pois mesmo criança sempre observei isso e achava triste. E após algumas experiências, incluindo uma traumatizante e séria que poderia ter me tornado um ser problemático, mas que foi encarada como mais um aprendizado, apenas ajudou a enxergar que devo me respeitar como mulher, não ter vergonha de qualquer experiência de vida, saber que posso sim ser muito feliz sozinha e viver.
Aprender – e continuar aprendendo, pois estou longe de saber e estar certa sobre tudo – só me fez perder o medo de criar vínculos e ter a opotunidade de viver um relacionamento incrível e maravilhoso, como todos deveriam ser. Se conhecer, assumir, respeitar e ser honesto com seus próprios limites e sentimentos e com os dos outros, compreender as diferenças e viver sem medo não passa de um exercício simples para aprender a ser feliz. Aliás, parar de focar nos problemas que nós mesmos criamos – e, muitas vezes, culpamos outrem – e começar a observar as coisas e os gestos mais simples e verdadeiros, é um caminho para encontrar felicidade em nós e a nossa volta.