Viver

27 fev

“Eu faço as minhas coisas, você faz as suas.  Não estou neste mundo para viver de acordo com as suas expectativas, e você não está nesse mundo para viver de acordo com as minhas. Você é você e eu sou eu.  E se, por acaso, nos encontrarmos, é lindo e se não, nada há a fazer.”

Fritz Perls

O que é viver?

Definição – quase desesperadora – no dicionário:

viver
vi.ver
(lat viverevint 1Existir, ter vida (o animal ou o vegetal):Vivera muitos anos. O país vivia, como sempre viveu. vtd 2Empregar, passar (a vida): Viver uma vida calma e feliz. vtd 3Apreciar, gozar (a vida): Oh! vidinha de estudante, que jamais viverei! vpr 4 Existir; passar a vida: “Os peixes… lá se vivem nos seus mares e rios” (Padre Antônio Vieira). vtd 5 Ter de vida: Disse-lhe o médico que ele viveria uns três meses. vti 6Morar, residir: Viva cada um em sua casa. Meus irmãos vivem em São Paulo. vti 7 Nutrir-se, sustentar-se: “Há quase três dias que só vive de beberagens” (Visconde de Taunay). vti evint 8 Procurar ou tirar os meios para passar a vida: Vivia o apóstolo de fabricar tendas. A minha renda chega para eu viver parcamente. vtivint 9 Freqüentar a sociedade, ter convivência: Vivia Bernardes mais com o coração do que com o mundo. Conhecia os homens, vivera bastante. vtivint 10Comportar-se, portar-se, proceder: Viveu quase em ascetismo até agora. Viveu santamente. vti 11 Manter-se com determinado assunto: “As cenas teatrais deste país viveram sempre de tradições” (Machado de Assis). vti 12 Conservar-se: Costume que vivia apenas na tradição. vti 13 Durar, passar à posteridade, perpetuar: “A tua glória em meus versos eterna farei viver” (A. F. de Castilho). Antôn (acepções 1, 5, 10, 12 e 13): morrer. sm Vida, ação de viver; procedimento, comportamento. Já ter vivido: estar no último quartel da vida.Não viver: passar a vida só trabalhando, sem gozar, sem se divertir. Quem viver verá: modo de prognosticar a realização de um fato. Ter vivido muito: ter gozado ou ter-se divertido bastante. Viver à discrição: viver ao acaso, não cuidar do dia de amanhã, não se limitar nas suas despesas. Viver à larga: a) ser desregrado nos seus gastos; b) passar a vida despreocupadamente. Viver à lei da nobreza: ter uma vida de estado, de grandeza. Viver a sabor: satisfazer todos os apetites e caprichos. Viver a seu modo: viver de acordo com a sua razão ou gosto, sem se guiar pelo exemplo alheio nem se importar com a opinião dos outros. Viver à sombra de: ser ajudado ou protegido por alguém. Viver a sós consigo:concentrar-se, não comunicar os seus pensamentos. Viver às sopas de: viver à custa de (alguém), receber alimentação de (alguém). Viver bem: levar a vida de acordo com a moral.Viver bem com: estar em boa inteligência ou em boas relações com alguém. Viver com economia: gastar o estritamente preciso; ser parco nas suas despesas. Viver como Deus com os anjos: conviver com (alguém) na melhor harmonia. Viver como Deus é servido: passar a vida parcamente, sofrer privações. Viver como um rei: viver faustosa e regaladamente. Viver com regime: a) o mesmo que viver em dieta; b) o mesmo que viver com economia. Viver da graça de Deus: ter muito pouco, ou nada, de seu, para se sustentar.Viver da sua agência: ganhar a vida em diferentes trabalhos e serviços que as circunstâncias deparam. Viver da sua indústria: só ter como renda o produto do seu trabalho. Viver da sua reputação: ser considerado e respeitado pela honrosa memória da sua vida passada. Viver de arriba: viver de expedientes, viver à custa de outrem. Viver debaixo do mesmo teto: viver na mesma casa. Viver de caretas:contentar-se com promessas e boas palavras sem exigir que sejam cumpridas. Viver de expedientes: recorrer a espertezas, a burlas, a intrujices para adquirir os meios de subsistência, por não ter modo certo de vida. Viver de indústria: usar de meios menos lícitos para ocorrer às suas despesas. Viver de nada: alimentar-se com muito pouco. Viver de recovado: viver sem nada fazer. Viver de suas mãos: sustentar-se com o produto do seu trabalho. Viver do ar: o mesmo que viver de nada. Viver em apuros: achar-se em grandes dificuldades; ter poucos recursos, poucos meios de subsistência. Viver em boa harmonia: viver em paz e amizade. Viver em comum ou v. em comunidade: coabitarem diferentes pessoas, ocorrendo todas com o preciso para as despesas comuns. Viver em dieta:seguir o regime rigoroso que a Medicina prescreve aos doentes. Viver em família: a) viver exclusivamente com os seus familiares; b) não freqüentar a sociedade; c) viver em companhia, como se fosse da mesma família. Viver em paz:viver em sossego e na abastança. Viver fidalgamente: viver como um fidalgo, gastando à larga e sem trabalhar. Viver fora do seu século: não compreender o espírito do século em que vive; ter idéias retrógradas. Viver mal: levar a vida em desacordo com a moral. Viver mal com: estar em má inteligência ou em más relações com alguém. Viver na desgraça: o mesmo que viver na miséria. Viver na graça de Deus: levar a vida praticando a religião, viver devotamente.Viver na memória: a) ser lembrado ou celebrado depois de morto; b) ter morrido há pouco tempo. Viver na miséria: não ter meios de subsistência, ser extremamente pobre. Viver na tradição: ser tradicionalmente transmitido de geração em geração. Viver no seu canto: viver afastado da sociedade, viver isolado, retirado. Viver pela graça de Deus: o mesmo queviver da graça de Deus. Viver pelo amor de Deus: socorrer-se à caridade pública. Viver por milagre: o mesmo que viver da graça de Deus. Viver sobre si: custear as suas despesas, viver independente. Viver sobre um leito de rosas: viver entre prazeres; viver feliz e ocioso; viver na moleza.

 

Como complicamos a vida. Desde crianças escutamos: – “Não pode fazer isso e aquilo. Não. Não. Não…”.  São tantas regras “vomitadas” sem explicação, “verdades absolutas” e inquestionáveis que geram um medo inconsciente de errar, falhar e ser rejeitado.

Quantas expressões positivas o dicionário exemplifica? A maioria é fruto das cargas culturais impostas por gerações, cheias de preconceitos e pudores. Não vivemos pelos outros, temos é MEDO de todas as imposições.

Mulher não pode usar saia curta pois é vulgar, sendo que propaganda de mulher só com lingerie tem por todo lado. Se eu sair na rua de calcinha e sutiã estarei cometendo um atentado ao pudor? A atriz da propaganda é vulgar e não merece respeito? Mas ela está ganhando bem por isso, não?

A vida já tem um “trajeto”: nascer, estudar, “ser alguém”, casar, ter filhos, netos, envelhecer e morrer. Uma vida de obrigações… Às vezes me perguntam se quero ter filho e digo que não pretendo. Daí, não satisfeitos pois, claro, estou me rebelando contra “as regras”, me dizem que no momento certo o sentimento maternal irá despertar em mim.

Não sejamos hipócritas!

Não vivemos pelos outros. Vivemos por nós, por nossas paixões.  Ao decidirmos dividir nossa vida com alguém é por vontade própria, é pela nossa felicidade… Ou você casou com alguém que nunca amou, mas que era loucamente apaixonado por você? Não somo tão bonzinhos e nem devemos.

Quem aqui trabalha com o único objetivo de enriquecer o outro? Trabalhamos por nós, pelo dinheiro que irá – ou deveria – nos proporcionar alguma satisfação, conforto ou conquista PESSOAL, para passar parte da semana fazendo algo que efetivamente amamos – ou deveríamos – em condições humanas e satisfatórias. Caso contrário, estamos nos prostituindo para sustentar algo que está bem longe de ser uma vida.

Círculos sociais existem geralmente por interesse ou por prazer. Eis um ponto que particularmente me incomoda, e muito. Eu não tenho o menor interesse em “arrumar assunto” para ser simpática, tenho preguiça de eventos sociais “obrigatórios”, tenho desprezo pelas conquistas geradas por pura politicagem e mérito zero, ou quase. Conviver é um fato, é bom, importante, natural e deve acontecer, afinal não estamos sozinhos… E aí não saber conviver já um problema chamado neurose.

A questão é: prefiro ser eu mesma, conservar meus ideais, respeitar a opinião alheia, ser obrigatória e reciprocamente respeitada, fazer amigos de forma natural, poder sair e me vestir como me faz bem, aceitar quem faz diferente… Enfim, um ensinamento tão básico e simples: não fazer ao próximo o que não gostaríamos que fizessem conosco.

Seria capaz de escrever um livro sobre o que considero viver, mas acho para este post basta concluir que eu vivo para me satisfazer, ser feliz e estar aberta ao novo, ao diferente, sem julgamentos ou preconceitos, mas sim admirando o jeito que cada um faz além de simplesmente existir. E quem quiser, que aceite.

 

“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o disperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional”.

Drummond

 

“Acreditar em algo e não o viver é desonesto e covarde”.

Gandhi

 

A vida é curta e, portanto, não deve ser nula. Liberte-se dos pudores, eles nunca lhe pertenceram.

 

Você é um neurótico?

17 fev

Eu sou, você é, todos somos. A busca do autoconhecimento é constante e sempre será, o difícil é assumir a própria responsabilidade diante de nossas frustrações.

Existem diversas maneiras de nos livrarmos da “culpa”, normalmente eu transformo os meus conflitos pessoais em problemas de saúde, mas a partir do momento que descobri qual é  o meu mecanismo de defesa ficou bem mais fácil entender que a maioria das minhas frustrações – ou todas elas – são de minha única e exclusiva responsabilidade e, conseqüentemente, procuro mudar e melhorar.

Não é fácil, precisamos exercitar e trabalhar nosso medos, angústias e sentimentos constantemente. Mas já consegui melhorar muitos aspectos da minha vida e continuo desenvolvendo outros. Confesso que sou uma pessoa muito mais feliz e minha vida está cada vez melhor em vários aspectos.

Bom, como adoro psicologia, fiz curso de psicanalise, tenho curiosidade sobre comportamento humano e suas reações, sempre leio algo sobre e abaixo segue trecho de um livro muito interessante que fala sobre mecanismos de defesa.

E aí? Como você costuma se defender? Foge da realidade? Coloca a culpa nos outros?

Para ler e refletir:

1) Coagido o EGO entre as forças imperiosas do ID, que exigem a satisfação de seus impulsos instintivos, e a inflexível censura do SUPER EGO que freqüentemente a proíbe, por vezes, vê-se na contingência de sucumbir a uma ou a outra. Nestes casos o EGO precisa usar de certos mecanismos ou artifícios para aquietar o ID ou para dissimular ou desculpar seu modo de proceder diante das críticas do SUPER-EGO

Observado primeiramente por Breuer, este procedimento defensivo do EGO, e atestado a seguir, por Freud, foi designado por ambos com o nome de “mecanismo de defesa”. Por volta de 1900 Freud lhe deu o nome de “recalque”. Mais tarde porém, Freud tornou a usar a primeira designação como denominação geral e utilizou a segunda para designar uma das espécies das “defesas do EGO”.

2) O RECALQUE E A REPRESSÃO

O recalque nasce de um conflito entre duas tendências opostas; as exigências do ID e a censura do SUPER-EGO. Pelo recalque, o EGO do indivíduo rejeita inconscientemente para fora do campo da consciência uma representação (idéia-imagem) ou uma emoção (afeto-sentimento) atuais ou em forma de lembranças nascidas das exigências do ID, mas consideradas intoleráveis pelo SUPER-EGO, por serem anti-sociais e antimorais. Mas, banidas da consciência, nem por isso desaparecem. Elas permanecem na memória do inconsciente dinâmico, teimando constantemente por reaparecer na consciência, o que obriga o EGO a uma luta constante de repressão e recalque de tais lembranças e atitudes impulsivas do ID. Seu único objetivo é o de fugir ao desprazer, causado pelo conflito, para o qual o recalque cria uma formação substitutiva, como o esquecimento de nomes, os “atos falhos”, os sonhos, etc., se fracassar antes. Se fracassar neste objetivo, o resultado será geralmente a neurose.

O recalque converteu-se de imediato para os psicanalistas na pedra “angular” da compreensão das neuroses. Muitos chegaram a confundir entre simples repressão e recalque, e em sua interpretação pansexualista, toda repressão-recalque do impulso sexual era julgada como causa provocadora da neurose. Todavia, quando Freud afirmou que a repressão sexual produzia geralmente os sintomas neuróticos, ele disse apenas uma meia verdade, que levada e trazida com fins interessados, tem levado à confusão muitos educadores da juventude e muitos propagandistas do sexo.

De fato, os psicólogos e os médicos sabem muito bem que existem três classes de repressão da sexualidade, como de qualquer outra classe de impulsos instintivos:

a) a repressão sem compreensão;

b) a repressão com compreensão, mas sem aceitação, e

c) a repressão com compreensão e aceitação.

Dessas três repressões, só a primeira , tida geralmente durante a infância ou a juventude, sendo inconsciente e recalcada, pode resultar em causa possível da neurose. A segunda é consciente e sendo revoltada pode dar origem, também, à neurose a longo prazo, se, em tempo, não for compreendida e aceita. A terceira repressão nunca pode ser prejudicial, mas benéfica, nela se baseando toda a educação. De onde se deduz que não é a repressão em si, mas a forma ou tipo de repressão que causa a neurose, como afirma a Escola Culturalista.

3) A REGRESSÃO:

Quando o EGO consciente e racional perde seu controle sobre a situação e não pode impor um comportamento racional e lógico de pessoa madura, REGRIDE freqüentemente a comportamentos fixados ou padronizados em épocas infantis anteriores.

O bêbado, por exemplo, quando perde temporariamente a racionabilidade pela intoxicação, visivelmente volta a comportar-se como uma criança.

Em caso de pânico coletivo, o comportamento da massa torna-se também infantil sem controle lógico e racional.

Aqui os comportamentos regressivos infantis são manifestos porque o EGO consciente tem perdido o controle diante do conflito e não mais pode dominar a situação criada pela luta interior.

4) A CONVERSÃO ORGÂNICA:

Por ela os conflitos psíquicos inaceitáveis convertem-se em conflitos orgânicos, patológicos-inconscientes; são as numerosas perturbações psicossomáticas dos histéricos, como as contrações musculares, falsas paralisias, perturbações sensoriais, tiques, gagueiras, morder unhas, etc.

Ana O. converteu em paralisia do braço o medo de vê-lo convertido numa serpente, como tinha sonhado; e o nojo de ver beber o cachorro da água do copo, na impossibilidade dela própria levar o copo à boca para beber. “Preferível morrer de sede, não bebendo, que morrer de nojo bebendo.”

5) A AUTOPUNIÇÃO OU MASOQUISMO:

O conceito secular de que o sofrimento pode expiar a culpa é um dos sentimentos básicos da vida individual, social e religiosa. Nosso código penal e as práticas religiosas do ascetismo, flagelação e penitências, baseiam-se nele. O pecador libera-se da culpa pela penitência e o criminoso fica liberado e pode voltar à sociedade, depois de ter expiado sua culpa, cumprindo plenamente sua pena. Assim, um dos mecanismos da defesa do EGO mais comum é baseado neste silogismo emocional de raízes psicológicas profundas: que o sofrimento expia a culpa. Através do sofrimento, as pretensões do SUPER-EGO são satisfeitas e sua vigilância contra as tendências recalcadas se relaxa, uma vez que as debilidades culposas do EGO ficam punidas.

Existe uma seqüência de acontecimentos derivados desse raciocínio: mau comportamento — ansiedade — necessidade de punição — expiação — perdão e esquecimento. Para minorar a ansiedade nascida do sentimento de culpa, surge o desejo de ser punido para não ser rejeitado e continuar sendo amado. A própria pessoa culposa pode chegar a punir a si mesma ou exigir que outros a castiguem. Este desejo de purificação, junto com um outro sentimento oculto de ser admirado e ser amado por seus grandes sofrimentos (ser a mais sofredora), é o que leva muitos indivíduos ao masoquismo.

Os indivíduos deste tipo castigam a si próprios, internamente através de seus sintomas patológicos (doenças somáticas), como vimos na conversão, ou por penitências e castigos externos (flagelação).

6) NEGAÇÃO — FUGA — ISOLAMENTO

Com freqüência usamos o mecanismo da negação do mundo exterior e dos conflitos interiores resultantes, quando nosso EGO se sente incapaz de superá-los. Passamos a “ignorá-los” para não ter que aceitá-los. “Estão verdes, dizia a raposa das uvas, que não podia alcançar”…

Perante a impossibilidade de enfrentar certos fracassos ou situações extremamente difíceis de serem superadas, um EGO enfraquecido prefere fugir para situações que supõe mais aceitáveis. Na impossibilidade de agüentar um pai extremamente rigoroso, na impossibilidade de casar, ou no caso de um namoro fracassado, a pessoa pode usar o expediente de ir procurar fortuna no exterior, ingressar no exército, ou num convento. São outros tantos exemplos de fuga.

O isolamento é outra variante de fuga. Nos casos de angústia invencível, o indivíduo, freqüentemente, desiste e isola-se do drama. Quem não pode prevalecer sobre outra pessoa ou se sente fracassar em seu relacionamento com ela, “isola-se dela” e corta as relações com ela… às vezes isto se generaliza extraordinariamente e o indivíduo torna-se totalmente isolado, introvertido e neurótico ou a dois passos da neurose, ou pode chegar à própria esquizofrenia. De certo modo, muitos introvertidos não o são por condicionamento filogenético, mas por condicionamento psíquico-educacional, por causa desta classe de “fuga” ou isolamento. Ou são geralmente ambivalentes: muito faladores e às vezes, sentem grande prazer em estar sozinhos.

7) A PROJEÇÃO

Mecanismo de defesa do EGO dos mais comuns e radicais, a PROJEÇÃO consiste em transferir, para as pessoas e objetos de nossas relações, os nossos conflitos internos inaceitáveis. Ao contrário da conversão pela qual os transferimos para nós mesmos convertidos em sintomas ou doenças, na projeção os transferimos para o exterior, para as outras pessoas ou coisas.

Não só os impulsos hostis agressivos e sexuais, mas tudo o que é recalcado pode ser projetado para os demais. “Não sou eu que o amo… mas ele que me procura…; não sou eu covarde, indiscreto, desonesto, ladrão, imbecil, etc., mas ele sim …; não sou eu que o odeio, mas ele sim que me odeia…” “Não desejo atacá-lo, é ele quem deseja atacar-me.”

Em casos extremos, esta atitude atribui aos outros qualidades totalmente inventadas, como nos delírios de persecução dos paranóicos; outras atribui aos outros as qualidades que ele mesmo tem; em casos mais leves basta exagerar as qualidades dos outros, para disfarçar as próprias.

A esposa, por exemplo, esquece seu próprio ódio, ou seu ciúme e acusa o marido destes defeitos; o marido, por sua vez, pode disfarçar seu desejo inconsciente de enganar a esposa, acusando-a de traição.

8) SUBSTITUIÇÃO OU DESLOCAMENTO

Trata-se de uma variante da projeção. Por este mecanismo o objeto de uma atitude inaceitável é substituído ou trocado por outro que se torna mais fácil e aparentemente mais lógico. O marido que recebe uma repressão no seu serviço, pode achar justificável um pequeno incidente para investir contra a esposa, os filhos ou o cachorro, descarregando a raiva que não pode descarregar no seu chefe, a quem tem medo ou a quem deve muitos benefícios.

O impulso sexual dirigido para a esposa ou namorada, etc. se insatisfeito pode ser deslocado para a empregada, prostituta, etc. Quantas esposas tornam-se culpadas de que o marido quarentão as substitua por alguma aventureira desqualificada.

Os impulsos agressivos podem ser aliviados se substituídos por algum exercício violento, como chutar bola, boxe, cortar madeira, respiração profunda, assistir a luta livre, etc. , exercícios muito benéficos, que podem impedir o recalque, como necessário, dando boa saída à energia emocional, que os acompanha.

9) RACIONALIZAÇÃO

Ocorre este mecanismo de defesa muito amiúde, quando o EGO consciente se esforça por explicar a todo o mundo os motivos “racionais” dos nossos constantes comportamentos irracionais.

O filantropo, por exemplo, dirá patrocinar financeiramente, “por caridade”, certa instituição benéfica (motivo aparente bem laudável) para disfarçar sua vaidade, ou o desejo inconsciente de restituir o roubado (motivo real inconsciente).

Fez-se claro este mecanismo nas sugestões pós-hipnóticas quando o hipnotizado cumpre a ordem sugerida inconscientemente, e trata de justificar o porquê o fez sem o saber.

Sendo um dos mais comuns mecanismos de defesa, os psicanalistas encontra-no, freqüentemente, nas atitudes de desculpa de seus pacientes, como “lógicas” justificativas.

10) IDEALIZAÇÃO E SUPERCOMPENSAÇÃO

Idealizando o objeto amado (enamorado, enamorada), todas as qualidades boas lhe são atribuídas, existentes ou não, ao ponto de o espírito crítico não ser mais capaz de exercer seu discernimento racional a seu respeito. O neurótico formou seu “ideal” errado e a qualquer preço o quer conservar.

Pela supercompensação, outra espécie de deslocamento, uma atitude recalcada pode ser substituída pela sua oposta. Assim, uma crueldade violenta inconscientemente recalcada pode ser compensada por uma compaixão e ternura exageradas dos sofrimentos alheios (Pessoas supercaritativas e freiras virgens que se esforçam em cuidar de crianças órfãs, que elas não puderam ter…) à hostilidade reprimida, pode ser compensada, por uma submissão e humildade extremas; os sentimentos de timidez, de insegurança ou de inferioridade, compensam-se, muitas vezes, pelas exigências jactanciosas do valentão medroso. O valente policial “armado” pode resultar o mais medroso ser humano, quando desarmado. O sentimento vaidoso da mulher pode ser supercompensado, quando possa aparecer como “a primeira” ou “a mais”, nem que seja a mais feia, a mais gorda, etc.

11) A SUBLIMAÇÃO

Com o nome de sublimação, designam-se, em Psicanálise, certas formas de substituição de tendências impulsivas, que na sua forma crua resultariam inaceitáveis, mas que modificadas ou sublimadas, tornam-se socialmente muito valiosas.

Os esportes agressivos (touradas, luta livre), são sublimações de impulsos competitivos, destrutivos e até homicidas. Combinando a sociabilidade e hospitalidade, o jogo pode ser considerado como uma sublimação da tendência instintiva para o roubo.

Fumar, beber, mascar chiclete, são expressões modificadas ou sublimadas substitutivas do hábito de chupar o dedo ou do uso da chupeta, exagerado durante a infância.

A sexualidade, pela sublimação pode converter-se em continência controlada ou castidade, muito benéfica, socialmente falando, pelo vantajoso desembaraço, que permite exercer mais facilmente as atividades sociais, artísticas, literárias e científicas.

O cirurgião, o açougueiro e o oficial do exército utilizam seus impulsos agressivos, de tal forma modificados ou sublimados, que resultam em realizações muito importantes, desde o ponto de vista social, etc.

Fonte: História das Psicoterapias e da Psicanálise (O Ego contrariado e suas defesas, Resistência e transferência, novas formas de defesa do Ego do psicanalizado) por Nelson Valente

 

Se mesmo assim você insiste em ser infeliz e viver fugindo, segue outra opção:

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12 fev

Maruska Pole dancer “Desmonte Maruska”

Faça arte, sorria, dance, seja sensual, ouse, divirta-se… Viva com prazer!

Para pensar um pouco…

4 jan

Para começar bem o ano, vou postar duas coisas que considero muito importantes e que recebi através do e-mail de um dos meus restaurantes prediletos, o GOA. Acesse e conheça: www.goavegetariano.com.br.

Bom, primeiro é um texto bacana sobre expectativas e o desapego que é uma das minhas metas pessoais não para este ano, mas para a vida:

Expectativas

 ”Não é útil esperar nada de ninguém mas é muito bom esperar algo de nós mesmos. Eles podem ser bons ou eles podem ser maus, não importa. O que importa é como lidamos com isso. E sempre será difícil porque se não fosse difícil não haveria o que aprender. Tentamos dez vezes e nada funciona.
Quando conseguimos ocorre uma mudança na situação e outro teste vem. Esta é a brincadeira cósmica. Mas se nos desapegamos um pouco, o jogo se torna muito interessante.”

Bom, agora é pensar em todo o caos que estamos vivendo cada vez com mais intensidade. Não adianta assistir a TV com olhar pedante e não fazer absolutamente nada para mudar algo, caso contrário, acostumem-se com mais acidentes naturais, enchentes, pessoas morrendo, fome, secas, tragédias, novas doenças… Importe-se agora ou continue sendo apenas mais um - prefiro não colocar adjetivos - que irá chorar quando acontecer com algum parente, amigo ou com você mesmo.

Dicas para Combater o Aquecimento Global
Escrito em setembro 2nd, 2008 at 2:55 pm

 
1- Troca de lâmpadas: substituir as lâmpadas convecionais por fluorecentes compactas. Com isto estaremos deixando de gerar no mínimo 400kg de dióxido de carbono por ano.
2- Deixar o carro na garagem: caminhe, pedale, compartilhe o carro e use mais vezes os transportes públicos. A cada 10 quilômetros é igual a menos 3kg de dióxido de carbono.
3- Reciclar: reciclando metade do seu lixo, estará economizando 1oookg de dióxido de carbono anuais.

4- Verificar os pneus:  mantena os pneus do carro devidamente calibrados, isso pode melhorar o consumo de combustível em mais de 3 %. Cada litros de combustível libera 2.5Kg de dióxido de carbono da atmosfera. Para saber a calibragem correta basta olhar na parte interna da tampa de combustível.
5- Diminuir o consumo de água quente: aquecer água consome muita energia. Instale um chuveiro de baixa pressão e no verão tome banho frio ou chaveie a ducha para a posição adequada, menos 3 toneladas de dióxido de carbono anuais.
6- Em algumas lavanderias como as de hospitais é necessário a lavagem de roupas em água quente para uma correta assepsia, fora isso não há necessidade nenhuma, ainda que é igual a mais 225 quilos de dióxido de carbono ao ano.
7- Embalagens: pode evitar-se a emissão de 545 kg de dióxido de carbono se reduzir o lixo em 10%. (incluindo sacolas plásticas e embalagens secundárias).
8- Ar condicionado: acertando o termóstato apenas dois graus para baixo no Inverno e dois graus para cima no Verão pode evitar a emissão de cerca de 900 kg de dióxido de carbono por ano.
9- Plantar uma árvore: uma só árvore é capaz de absorver uma tonelada de dióxido de carbono ao longo de sua vida.
10- Aparelhos eletrônicos: desligando aparelhos eletrônicos que não estão sendo usados, serão poupados milhares de quilos de dióxido de carbono ao final de um ano.

Passe esta mensagem adiante: ajude a solucionar este problema, incentive os amigos a ver ” Uma Verdade Inconveniente “. E antes de imprimir este documento, pense se é mesmo necessário.
Para produzir 1 tonelada de papel são necessárias 10 a 20 árvores, 10 000 litros de água e 5 MWh de energia.
Em média, por ano, uma família gasta em papel o equivalente ao abate de seis árvores.
Fonte: adaptado por Renata (alerta lançado pelo Oceanário de Lisboa para ajudar a combater o aquecimento global).

 

Adeus 2009!

30 dez

Nunca fiz resoluções de fim de ano, porque sempre achei bobo dizer o que fiz num ano e o que pretendo para o outro, escrever apenas coisas óbvias e ainda deixar público na internet. Mas como 2009 foi um ano caótico, vou listar algumas palavras, que acredito serem genéricas e qualquer um pode se identificar, mas que para mim tem forte contextualização.

Deletar:

Passividade

Medo

Mentiras

Hipocrisia

Angústia

Stress

Desperdício

Imaturidade

Discussões

Desnecessários

Obrigações

Aceitação

Fraqueza

Exposição

Permitir

Abuso

Enfatizar:

Respeito

Sinceridade

Saúde

Honestidade

Amar

Motivação

Harmonia

Energia

Paz

Bondade

Fazer

Prazer

Família

Sorrir

Sonhar

Acreditar

Ser

Falar

Gritar

Negar

Ignorar

Libertar

Agir

Peculiaridades

Limites

Valores

Tiago

Eu

27 dez
Querido amigo,
eu havia escrito um monte coisas, mas apaguei tudo.
Basta dizer que sentimos muito a sua falta, que toda vez que me decepciono com alguém, você me lembra a paz e o “deixa pra lá”, e bate aquela saudade de como você brincava com as situações e me alegrava.
Mas são nos momentos mais felizes, nas conquistas, num bar com uma cerveja bem gelada e muitas risadas, num churrasco, ao comprar cerveja no Pão de Açúcar, quando descobrimos uma banda com vocal feminino ou nos pequenos detalhes que sentimos sua falta. É como o Ti me disse: “Tipo, ele é essencial”, muitas vezes, a sua presença já nos bastava, você é festa em nossos corações.
Nós te amamos muito.
Até breve, meu caro.

Expectativas

3 out

É impressionante como adoramos criar expectativas, sonhar, imaginar algo “cena de novela”, as coisas simples, mas também coisas grandiosas como uma serenata, uma surpresa, algo que existiu esforço e dedicação para encantar. É isso. Queremos ser constantemente encantados.

Quem espera isso também faz pelo outro? Às vezes sim, outras não.

Temos que entender o jeito de cada um? Claro.

Mas se o outro sabe que determinada coisa é importante pra quem ele gosta, vale a pena o esforço? Eu o faria.

Mas, a verdade é que só fazemos por nós e não pelo outro. Agimos porque NÓS gostamos da pessoa, queremos agradá-la e isso NOS fará bem.  Não é justo esperar algum retorno, muito menos cobrar o que não é natural.

Ao mesmo tempo que não devemos cobrar alguém por uma expectativa nossa, devemos respeitar nossos sentimentos e desejos e não anular. E nos cabe avaliar até que ponto a pessoa não percebe ou não tem vontade nem de tentar perceber/entender.

É projeção¹ e sentimento². O sentimento é o maior guia, nosso melhor conselheiro e a projeção é prejudicial quando não sabemos compreender que ela é nossa responsabilidade.

Muito complexo? Sim, e nada fácil de lidar para qualquer ser humano. O mais racional se anula pois não sabe lidar com sentimentos, e o mais sentimental pode seguir o caminho da fúria ou da tristeza.

A maior lição da vida é se amar e aprender a conviver, simples e difícil. Mas eu pergunto:

Se eu não me amo, como posso amar alguém? Como posso, então, conquistar alguém e ser amado?

Se eu não compreendo o outro, me tornei incapaz de conviver com outrem? E como pode existir amor sem compreensão?

Se não me amo, permito que o outro não me ame? Seremos capazes de conviver?

Se não me compreendo, posso exigir compreensão?

Se não me amo, não me compreendo, não me respeito, não sei amar e nem ser amado.

Se me amo, me compreendo, me respeito, sei amar e quero ser amado. Logo, espero amor, compreensão, respeito… Sem isso, não vale a pena persistir, pois é o outro que não se ama e não se compreende, logo, não será capaz de te encantar.

Portanto, se ame, compreenda, respeite, busque ser amado, ser encantado, e faça o mesmo pelos outros… Viva, sem medo. Mas não culpe o outro que não sabe o que é viver, mas deseje a ele que um dia aprenda e prossiga o seu caminho.

Projeção¹: O processo pelo qual uma qualidade ou característica da própria pessoa é percebida como pertencendo ao mundo (situações, pessoas, objetos) e que acaba gerando respostas correspondentes. A projeção da Ânima ou do Ânimus (numa mulher ou num homem real) é vivenciada como se fosse uma paixão. As expectativas frustradas indicam a necessidade de retirar projeções (o que pode ser penoso) a fim de relacionar-se com a realidade de outras pessoas.

Sentimento²: Uma das quatro funções psíquicas. É uma função racional que avalia o mérito (ou o sentido) das relações e das situações. A experiência do Sentimento deve distinguir-se da vivência da emoção, que é devida a um complexo ativado.

*Post total auto-ajuda. Hehe.*

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Um visão psicanalitica…

16 set

A proposta de blog está longe de falar sobre a minha vida pessoal - apesar de ter plena consciência que imparcialidade não existe -, mas eu achei esse teste de pesonalidade, que o Ti me enviou, baseado nos conceitos de Jung genial. Bom, sou eu (estranha frase):

Seu modo principal de viver é focado internamente, absorvendo fatos primariamente através da sua intuição. Seu modo secundário é externo, através do qual você lida com as coisas de acordo com a maneira com que você se sente quanto a elas, ou de acordo com a maneira com que elas se encaixam no seu sistema pessoal de valores.

            Você é uma pessoa gentil, carinhosa, complexa e altamente intuitiva. Artístico e criativo, você vive num mundo de significados e de possibilidades ocultas. Apenas 1% da população mundial tem características de personalidade como a sua, fazendo dele o tipo mais raro de todos.

            Você dá grande importância a ter as coisas organizadas e sistematizadas no seu mundo exterior. Você emprega um grande bocado de sua energia identificando o melhor sistema possível para fazer as coisas acontecerem e constantemente define e redefine as prioridades na sua vida. Por outro lado, você funciona intuitivamente e de maneira totalmente espontânea dentro do seu mundo interior. Você conhece as coisas através da intuição, sem ser capaz de explicar exatamente por que, e sem ter um conhecimento detalhado do assunto. E você está freqüentemente certo, e sabe quando esse é o caso. Conseqüentemente, você põe muita fé nos seus instintos e nas suas intuições. Isto é algo como um conflito entre seu mundo interno e externo, e possivelmente resultando em você não ser tão organizado quanto a maioria das pessoas que preferem uma vida estruturada. Isso se demonstraria através de sinais de desordem (quando na verdade você teria uma tendência a ter as coisas organizadas), como por exemplo, no caso de uma mesa de trabalho aparentemente bagunçada.

            Você tem uma compreensão intuitiva afiadíssima sobre pessoas e situações. Assim, você tem aquele feeling sobre as pessoas, entendendo-as intuitivamente. Como um exemplo extremo, você pode até relatar eventos de ordem sobrenatural, como por exemplo, sentindo algo forte que te diz que houve algum problema uma pessoa amada, e vir a descobrir depois que ele sofreu um acidente de carro. Esse é o tipo de coisa que as outras pessoas podem vir a tirar sarro, mas nem você realmente compreende sua intuição num nível que possa ser transformado em palavras, para que você possa explicar isso aos outros. Conseqüentemente, você acaba escondendo seu “eu interior”, dividindo seus sentimentos apenas com aqueles que você escolher dividir. Você é um indivíduo complexo e profundo, é bastante reservado, e tipicamente difícil de compreender. Você esconde boa parte de suas intenções, e pode ficar guardando dentro de si diversos segredos que você poderá não compartilhar com ninguém.

            Mas você é uma pessoa tão genuinamente calorosa quanto é complexa. As pessoas mais próximas a você te querem muito bem e podem enxergar suas qualidades especiais e a profundidade com que você se importa com elas. Assim, você se importa com os sentimentos das outras pessoas e tenta ser gentil, evitando magoá-los. Você é muito sensível a conflitos, e não os tolera com facilidade. Situações que são carregadas de conflito podem te levar do seu estado normal e pacífico para um estado de agitação e raiva elevada. Sob estresse você tende a internalizar os conflitos no seu corpo, podendo desenvolver problemas de saúde.

            Por você ter capacidades intuitivas tão fortes, você crê acima de tudo em seus próprios instintos. Isso pode resultar em você se tornar um cabeça-dura e a ignorar as opiniões das outras pessoas, pois você acredita que você está sempre certo. Por outro lado, você é um perfeccionista que sempre se pergunta se está utilizando todo seu potencial. Você raramente está em paz completa consigo mesmo, pois sempre há algo que você pode fazer para evoluir ou para melhorar o mundo à sua volta. Você acredita em crescimento constante, e geralmente não passa tempo se lembrando das suas conquistas. Você tem um forte sistema de valores, e precisa viver sua vida de acordo com o que sente ser o correto. Com relação ao seu lado emocional, você é de certa maneira gentil e tranqüilo. Por outro lado, você tem altas expectativas de si mesmo, e freqüentemente da sua família, e você não acredita em entrar num acordo quanto aos seus ideais.

            Você naturalmente cuida das pessoas, é paciente, zeloso e super-protetor. Você pode ser um ótimo pai/mãe e gostará de criar laços fortes com seus filhos. Você tem altas expectativas deles, e os pressionam para ser o melhor que puderem, e isso pode se manifestar através de atitudes duras e inflexíveis para com eles. Mas, de um modo geral, seus filhos receberão uma educação forte e sincera de você, juntamente de muito carinho.

            No ambiente de trabalho, você é atraído por áreas onde você possa ser criativo e trabalhar de uma maneira independente. Você tem uma afinidade natural para a arte, e pode também obter sucesso trabalhando com as ciências, onde você poderá utilizar sua intuição. Você também se dará bem em profissões orientadas à prestação de serviços. Você não é bom em lidar com coisas muito detalhadas ou com tarefas muito delicadas. Assim, você provavelmente tentará evitar esses tipos de situação, ou acabar indo para o lado oposto e se envolver tanto com os detalhes até o ponto de você perder a grande visão do seu propósito com aquilo. Se você tomar o rumo de ser meticuloso com os detalhes, você pode se tornar altamente crítico com as outras pessoas que não são assim tão meticulosas quanto você.

            Mas lembre-se: você tem qualidades que pouquíssimos têm. A vida, porém, não será necessariamente mais fácil para você, mas saiba que você é capaz de obter incríveis conquistas pessoais, guiado pelos seus sentimentos profundos.

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Relacionamentos…

12 set
Sempre achei que não iria me casar – tinha uma certa fobia -, no sentido de querer ‘passar o resto da minha vida com alguém’, pois o ritual do casamento
mesmo eu não fiz e nem pretendo. Respeito aqueles que sonham em usar um vestido branco, subir ao altar, ouvir sermão de padre – já escutei cada bobagem -,
ter uma festa, receber os votos de felicidade… Todas essas coisas que eu acho, e já pedindo desculpas pela redundância, ‘irritantemente irritantes’.
E nunca me venham com o argumento de que querem a sua união abençoada por Deus, pois eu não precisei de uma igreja para me considerar a mulher mais feliz
desse mundo. Um ser humano ligado a qualquer religião é apenas um homem e, na minha opinião, é até petulante – para não dizer hipócrita – acreditar que o seu
Deus irá agraciar o casamento através desta pessoa.
O ser humano tem um vício até cômico de acreditar que algumas das coisas que acontecem em suas vidas são porque ‘Deus quis’ e descartam a sua participação.
Tem um conceito católico bem conhecido que diz tudo: livre arbítrio. Somos responsáveis por todos os nossos atos e conseqüências e isso não quer dizer que eu
não acredito em Deus.
Mas voltando ao foco não é sobre religião que eu quero falar, mas sim sobre o fato de que as pessoas aindam carregam, mesmo que inconsciente, toda a cultura
machista de que devem ser puras, casar e ter filhos e que precisam disso para serem felizes. O ponto é que casar e ter filhos pode sim te trazer felicidade,
mas não é o que faz você SER feliz, eis onde queria chegar.
Acho que atualmente tudo ficou, de certa maneira, ‘escancarado’para mim. Bom, já vivo com o meu companheiro e foi uma decisão que aconteceu naturalmente e no
seu devido momento, sem cobranças ou anseios e, principalmente, sem a crença – por ambos – de que precisávamos um do outro para ser feliz, muito pelo
contrário, sempre conversamos sobre a importância de sabermos que somos muito felizes sozinhos e que ficar juntos é apenas agregar mais felicidade e alegria
em nossas vidas, compartilhar belos momentos, aprender com o outro, puxar a mão quando um escorregar… Enfim, companheirismo sincero e gratuito, gostoso de
viver e livre.
Uma união precisa ser resultado da alegria, respeito, confiança, amizade, carinho, da simples vontade de estar junto e que deve durar enquanto tudo isso
existir da maneira mais pura e sincera. Assim, qualquer Deus, religião, crença ou afins irá abençoar o casal e cada um pode fazer o ritual que sonhou, uma
coisa independe da outra.
Mas quanto mais velha fico, mais vejo casais infelizes, mulheres ou homens que se julgam infelizes por estarem sozinhos, gente que se submete – ou se anula -
por medo de perder o outro, medo de ficar só, como se a solidão fosse sinônimo de sofrimento. Daí me pergunto: quem vai amar uma pessoa amarga, que se
apresenta sempre triste e infeliz? Como podemos encantar alguém se simplesmente não conseguimos nos amar? Quem pode ser feliz quando anula seus sonhos,
desejos, vontades e, às vezes, até cria personagens para manter um relacionamento, deixando a sua personalidade de lado, por medo de perder o outro que, no
fim, nem sabe quem você realmente é?
Ser feliz nunca dependeu e nem vai depender do outro, isso é utopia cultural, são os conceitos impostos – vomitados – por gerações, pela mídia, pela
sociedade. Não precisa ser muito religioso ou inteligente para saber que nenhum Deus irá zelar por alguém que não busca a felicidade em si.
Hoje acho que um pouco da minha fobia com relacionamentos é fruto de sempre ter visto tantos casais infelizes, pois mesmo criança sempre observei isso e
achava triste. E após algumas experiências, incluindo uma traumatizante e séria que poderia ter me tornado um ser problemático, mas foi encarada como mais um
aprendizado, apenas ajudou a enxergar que devo me respeitar como mulher, não ter vergonha de qualquer experiência de vida, saber que posso sim ser muito
feliz sozinha e viver.
Aprender – e continuar aprendendo – só me fez perder o medo de criar vínculos e ter a opotunidade de viver um relacionamento incrível e maravilhoso, como
todos deveriam ser.
Se conhecer, assumir, respeitar e ser honesto com seus próprios limites e sentimentos, como dos outros, compreender as diferenças e viver sem medo não passa
de um exercício simples para aprender a ser feliz. Aliás, parar de focar nos problemas que nós mesmos criamos – e, muitas vezes, culpamos outrem – e começar
a observar as coisas e os gestos mais simples e verdadeiros, é um caminho para ser feliz.

Passamos a vida nos relacionando, convivendo com pessoas. E não é nada fácil, ainda mais quando se trata de relacionamento amoroso.

Sempre achei que não iria me casar, pois tinha uma certa fobia em relação a ‘passar o resto da minha vida com alguém’, e se considerar todo o ritual comum de um casório, realmente não me casei e nem pretendo, mas vivo muito feliz com o meu companheiro. Claro que respeito aqueles que sonham em usar um vestido branco, subir ao altar, ouvir sermão de padre – já escutei cada bobagem -, ter uma festa, receber os votos de felicidade… Todas essas coisas que eu acho, e já pedindo desculpas pela redundância, ‘irritantemente irritantes’.

E nunca me venham com o argumento de que querem a sua união abençoada por Deus, pois eu não precisei de uma igreja para me considerar a mulher mais feliz desse mundo. Um ser humano ligado a qualquer religião é apenas um homem e, na minha opinião, é até petulante – para não dizer hipócrita – acreditar que o seu Deus irá agraciar o casamento através desta pessoa.

O ser humano tem um vício até cômico de acreditar que algumas das coisas que acontecem em suas vidas são porque ‘Deus quis’ e descartam a sua participação. Tem um conceito católico bem conhecido que diz tudo: livre arbítrio. Somos responsáveis por todos os nossos atos e conseqüências e isso não quer dizer que eu não acredito em Deus.

Mas voltando ao foco, pois não é sobre religião que eu quero falar, e sim sobre o fato de que as pessoas aindam carregam, mesmo que inconsciente, uma cultura machista de que devem ser puras, casar e ter filhos para serem felizes – se é que existe felicidade plena, mas isso é outra discussão -. O ponto é que casar e ter filhos pode sim te trazer felicidade, mas não é o que faz de você uma pessoa  feliz, eis onde queria chegar.

Acho que atualmente tudo ficou, de certa maneira, ‘escancarado’ para mim. Bom, já vivo com o meu companheiro e foi uma decisão que aconteceu naturalmente e no seu devido momento, sem cobranças ou anseios e, principalmente, sem a crença – por ambos – de que precisávamos um do outro para sermos felizes, muito pelo contrário, sempre conversamos sobre a importância de sabermos que a felicidade já existe e que ficar juntos é apenas agregar mais beleza e alegria em nossas vidas, compartilhar momentos, aprender com o outro, puxar a mão do parceiro quando ele escorregar… Enfim, companheirismo sincero e gratuito, gostoso de viver e livre.

Uma união precisa ser resultado da alegria, respeito, confiança, amizade, carinho, da simples vontade de estar junto e que deve durar enquanto tudo isso existir da maneira mais pura e sincera. Assim, qualquer Deus, religião, crença ou afins irá abençoar o casal e cada um que comemore com o ritual que sonhou, uma coisa independe da outra.

Mas quanto mais velha fico, mais vejo casais infelizes, mulheres ou homens que se julgam infelizes por estarem sozinhos, gente que se submete – ou se anula - por medo de perder o outro, medo de ficar só, como se a solidão fosse sinônimo de sofrimento. Daí me pergunto: quem vai amar uma pessoa amarga, que se apresenta sempre triste e infeliz? Como podemos encantar alguém se simplesmente não conseguimos nos amar? Quem pode ser feliz quando anula seus sonhos, desejos, vontades e, às vezes, até cria personagens para manter um relacionamento, deixando a sua personalidade de lado, por medo de perder o outro que,  no fim,  nem sabe quem você realmente é?

Ser feliz nunca dependeu e nem vai depender do outro, isso é utopia cultural, são os conceitos impostos – vomitados – por gerações, pela mídia, pela sociedade. Não precisa ser muito religioso ou inteligente para saber que nenhum Deus irá zelar por alguém que não busca a felicidade em si.

Hoje acho que um pouco da fobia que tinha com relacionamentos é fruto de sempre ter visto tantos casais infelizes, pois mesmo criança sempre observei isso e achava triste. E após algumas experiências, incluindo uma traumatizante e séria que poderia ter me tornado um ser problemático, mas que foi encarada como mais um aprendizado, apenas ajudou a enxergar que devo me respeitar como mulher, não ter vergonha de qualquer experiência de vida, saber que posso sim ser muito feliz sozinha e viver.

Aprender – e continuar aprendendo, pois estou longe de saber e estar certa sobre tudo – só me fez perder o medo de criar vínculos e ter a opotunidade de viver um relacionamento incrível e maravilhoso, como todos deveriam ser.  Se conhecer, assumir, respeitar e ser honesto com seus próprios limites e sentimentos e com os dos outros, compreender as diferenças e viver sem medo não passa de um exercício simples para aprender a ser feliz. Aliás, parar de focar nos problemas que nós mesmos criamos – e, muitas vezes, culpamos outrem – e começar a observar as coisas e os gestos mais simples e verdadeiros, é um caminho para encontrar felicidade em nós e a nossa volta.

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9 set

Um blog sobre vida, cotidiano, pessoas, trabalho, polêmicas, relacionamentos, artes…

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