Espelho

Pare e olhe para um espelho, fique ali se observando, pense em quem é sou eu? Reflita sobre suas ações, tudo o que fez na vida, do que abriu mão, a coragem que faltou, o medo que assumiu, quem magoou, quem te decepcionou…

Depois que o lado vítima passar, pense: porque você fez tudo isso? Foram escolhas suas, SÓ suas. E agora você se sente triste e culpado, pois no fundo, sabe que cometeu muitos erros – como qualquer um – mas não sabe administrar esse sentimento que te perturba simplesmente pelo fato de você não querer assumi-lo. Você tem medo.

Sentir medo é normal, não julgo. Mas como você lida com esse sentimento de culpa? Descubra aqui.

É preciso ter muita coragem para encarar seus próprios fantasmas, se conhecer e querer ser alguém melhor. Pois fugir, se esconder, projetar, punir ou somatizar é mais fácil… Porém, nada saudável.

Agora, diante do espelho, você entende e se conhece efetivamente, deixe o passado e seja alguém melhor consigo mesmo, se ame, perdoe e não destrua o que ainda pode ser salvo.

Vai lá, corra, faça diferente, se supere.

Assistam o Autoconhecimento: A Técina do Espelho da Raquel Newman, clicando aqui.

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Vivendo e aprendendo

Não, eu não quero que 2014 acabe desesperadamente.

Foi um ano difícil pra caralho demais e nem sei explicar como me senti. Poderia reclamar muito – e reclamei -, mas consegui reverter toda a minha tristeza, frustração e indignação em algo produtivo para mim.
Hoje eu estou mais forte, segura e determinada. Obviamente é um desenvolvimento/exercício constante, pra vida toda, mas só o fato de eu tirar o foco do problema e buscar a solução me faz ter a certeza de que eu venci mais uma “guerra”, como outras também superadas.

Descobri que sou um alvo perfeito pra gente maldosa – os motivos dessa vulnerabilidade ficarão para outro post – e assumir publicamente essa fragilidade não é e não foi nada fácil. Por outro lado, tenho um puta orgulho de ser uma guerreira e eu posso cair, mas vou me levantar quantas vezes precisar, pois eu amo viver. Essa parada de tristeza não é pra mim definitivamente.

Não foi a primeira vez que vivi uma agressão… Da outra vez foi física e corri risco de vida, mas tive pessoas lindas que me ajudaram a superar tudo e hoje tudo parece um filme, sem mágoas ou rancor, simplesmente um bela lição de vida que me tornou muito mais madura.

Desta vez, em outro contexto, a agressão foi moral. E posso usar o termo agressão sim pois ao contar minha história para profissionais, exatamente esta palavra foi ironicamente a conclusão de todos, sem exceção. E essa(s) pessoa(s)? Coitada(s), pois assim como o outro ser, a vida vai ensinar – ou não – e não me importa mais, não afeta ou atinge. Não sinto mais nada, está superado! Afinal, quem sofreu fui eu, acabou e meu foco agora é trabalhar por mim… E não vai se repetir, quem me conhece sabe.

Eis que renasço novamente, mais guerreira, forte e em paz comigo. Problemas, pessoas, fases ruins sempre podem acontecer a qualquer momento, logo, ficar remoendo é doentio. O jeito é desapegar, buscar se fortalecer e aprender mais uma lição, de tantas outras que ainda virão.

As coisas que acontecem conosco precisam ser digeridas e desenvolvidas, mesmo que seja aprender a não permitir que te machuquem, não ser tão crédula, sensível e boazinha, saber quando está certa e se impor, sem medo ou sofrimento.

Por outro lado, tanta coisa boa aconteceu… Estou mais feliz do que nunca no meu relacionamento e sei que só vai melhorar a cada dia, estou perto do meu peso normal antes do tratamento hormonal que me deixou enorme, desapeguei e me afastei do que/quem me fazia mal, voltei com o meu lado “zen” que estava abandonado, estou com fome de viver, enfrentar novos desafios, ser honesta com meus sentimentos, mais determinada e sem medo.

Em resumo, foi um ano foda, duro, suado, mas cheio de realizações e amadurecimento. Eu venci.

E que venha 2015, pois o ano é meu!

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Pratique o desapego. Seja feliz!

Sempre falei que a felicidade é momentânea, mas acho que mudei de opinião.

Ser feliz, acordar sorrindo, aceitar que é tudo muito mais simples e nós é que complicamos, valorizar as pequenas coisas, amar quem está sempre ao nosso lado, família, amigos… Porra, está tudo nas nossas mãos, ou melhor, na nossa mente. É uma questão de escolha: ser feliz ou não.

Todo mundo tem problemas e, de verdade? A gente sempre dá um jeito, corre atrás, tentar ajudar e resolver. Se não der certo, tudo bem, aceite, aprenda, evolua e siga adiante.

Temos que parar de reclamar tanto, de ficar “remoendo” o passado, se anulando por nada, temer a crítica, o pudor e outras bobagens… Chega de culpar Deus por todos os problemas e ficar orando, como se a solução fosse cair do céu. Sim, quando somos incapazes de assumir que o problema somos nós e resolvemos “deixar nas mãos de Dele”, estamos terceirizando a responsabilidade para permanecer em nossa zona de conforto, como pobres vítimas.

Limpe tudo o que faz mal, não tenha raiva ou rancor, simplesmente pratique o desapego. Cada um escolhe seu caminho e temos que respeitar, sem sofrer, sem mágoas… Liberte-se de tudo que não lhe pertence, tire o peso dos ombros.

Não se trata de auto ajuda, é muito mais simples. Todo mundo sabe o que lhe faz feliz, então levante a bunda, saia desse comodismo, vire tudo de ponta cabeça se necessário, coloque suas necessidades em primeiro lugar, jogue tudo para o alto, mude completamente… Mas faça a vida valer a pena. Pare de sobreviver e VIVA, pois o único culpado pela sua infelicidade é você.

Permita a felicidade. Seja livre.

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Viver

“Eu faço as minhas coisas, você faz as suas.  Não estou neste mundo para viver de acordo com as suas expectativas, e você não está nesse mundo para viver de acordo com as minhas. Você é você e eu sou eu.  E se, por acaso, nos encontrarmos, é lindo e se não, nada há a fazer.”

Fritz Perls

O que é viver?

Definição – quase desesperadora – no dicionário:

viver
vi.ver
(lat viverevint 1Existir, ter vida (o animal ou o vegetal):Vivera muitos anos. O país vivia, como sempre viveu. vtd 2Empregar, passar (a vida): Viver uma vida calma e feliz. vtd 3Apreciar, gozar (a vida): Oh! vidinha de estudante, que jamais viverei! vpr 4 Existir; passar a vida: “Os peixes… lá se vivem nos seus mares e rios” (Padre Antônio Vieira). vtd 5 Ter de vida: Disse-lhe o médico que ele viveria uns três meses. vti 6Morar, residir: Viva cada um em sua casa. Meus irmãos vivem em São Paulo. vti 7 Nutrir-se, sustentar-se: “Há quase três dias que só vive de beberagens” (Visconde de Taunay). vti evint 8 Procurar ou tirar os meios para passar a vida: Vivia o apóstolo de fabricar tendas. A minha renda chega para eu viver parcamente. vtivint 9 Freqüentar a sociedade, ter convivência: Vivia Bernardes mais com o coração do que com o mundo. Conhecia os homens, vivera bastante. vtivint 10Comportar-se, portar-se, proceder: Viveu quase em ascetismo até agora. Viveu santamente. vti 11 Manter-se com determinado assunto: “As cenas teatrais deste país viveram sempre de tradições” (Machado de Assis). vti 12 Conservar-se: Costume que vivia apenas na tradição. vti 13 Durar, passar à posteridade, perpetuar: “A tua glória em meus versos eterna farei viver” (A. F. de Castilho). Antôn (acepções 1, 5, 10, 12 e 13): morrer. sm Vida, ação de viver; procedimento, comportamento. Já ter vivido: estar no último quartel da vida.Não viver: passar a vida só trabalhando, sem gozar, sem se divertir. Quem viver verá: modo de prognosticar a realização de um fato. Ter vivido muito: ter gozado ou ter-se divertido bastante. Viver à discrição: viver ao acaso, não cuidar do dia de amanhã, não se limitar nas suas despesas. Viver à larga: a) ser desregrado nos seus gastos; b) passar a vida despreocupadamente. Viver à lei da nobreza: ter uma vida de estado, de grandeza. Viver a sabor: satisfazer todos os apetites e caprichos. Viver a seu modo: viver de acordo com a sua razão ou gosto, sem se guiar pelo exemplo alheio nem se importar com a opinião dos outros. Viver à sombra de: ser ajudado ou protegido por alguém. Viver a sós consigo:concentrar-se, não comunicar os seus pensamentos. Viver às sopas de: viver à custa de (alguém), receber alimentação de (alguém). Viver bem: levar a vida de acordo com a moral.Viver bem com: estar em boa inteligência ou em boas relações com alguém. Viver com economia: gastar o estritamente preciso; ser parco nas suas despesas. Viver como Deus com os anjos: conviver com (alguém) na melhor harmonia. Viver como Deus é servido: passar a vida parcamente, sofrer privações. Viver como um rei: viver faustosa e regaladamente. Viver com regime: a) o mesmo que viver em dieta; b) o mesmo que viver com economia. Viver da graça de Deus: ter muito pouco, ou nada, de seu, para se sustentar.Viver da sua agência: ganhar a vida em diferentes trabalhos e serviços que as circunstâncias deparam. Viver da sua indústria: só ter como renda o produto do seu trabalho. Viver da sua reputação: ser considerado e respeitado pela honrosa memória da sua vida passada. Viver de arriba: viver de expedientes, viver à custa de outrem. Viver debaixo do mesmo teto: viver na mesma casa. Viver de caretas:contentar-se com promessas e boas palavras sem exigir que sejam cumpridas. Viver de expedientes: recorrer a espertezas, a burlas, a intrujices para adquirir os meios de subsistência, por não ter modo certo de vida. Viver de indústria: usar de meios menos lícitos para ocorrer às suas despesas. Viver de nada: alimentar-se com muito pouco. Viver de recovado: viver sem nada fazer. Viver de suas mãos: sustentar-se com o produto do seu trabalho. Viver do ar: o mesmo que viver de nada. Viver em apuros: achar-se em grandes dificuldades; ter poucos recursos, poucos meios de subsistência. Viver em boa harmonia: viver em paz e amizade. Viver em comum ou v. em comunidade: coabitarem diferentes pessoas, ocorrendo todas com o preciso para as despesas comuns. Viver em dieta:seguir o regime rigoroso que a Medicina prescreve aos doentes. Viver em família: a) viver exclusivamente com os seus familiares; b) não freqüentar a sociedade; c) viver em companhia, como se fosse da mesma família. Viver em paz:viver em sossego e na abastança. Viver fidalgamente: viver como um fidalgo, gastando à larga e sem trabalhar. Viver fora do seu século: não compreender o espírito do século em que vive; ter idéias retrógradas. Viver mal: levar a vida em desacordo com a moral. Viver mal com: estar em má inteligência ou em más relações com alguém. Viver na desgraça: o mesmo que viver na miséria. Viver na graça de Deus: levar a vida praticando a religião, viver devotamente.Viver na memória: a) ser lembrado ou celebrado depois de morto; b) ter morrido há pouco tempo. Viver na miséria: não ter meios de subsistência, ser extremamente pobre. Viver na tradição: ser tradicionalmente transmitido de geração em geração. Viver no seu canto: viver afastado da sociedade, viver isolado, retirado. Viver pela graça de Deus: o mesmo queviver da graça de Deus. Viver pelo amor de Deus: socorrer-se à caridade pública. Viver por milagre: o mesmo que viver da graça de Deus. Viver sobre si: custear as suas despesas, viver independente. Viver sobre um leito de rosas: viver entre prazeres; viver feliz e ocioso; viver na moleza.

 

Como complicamos a vida. Desde crianças escutamos: – “Não faça isso e aquilo. Não. Não. Não…”.  São tantas regras “vomitadas” e impostas sem explicação, “verdades absolutas” e inquestionáveis que geram um medo inconsciente de errar, falhar e ser rejeitado.

Quantas expressões positivas o dicionário exemplifica? A maioria é fruto das cargas culturais impostas por gerações, cheias de preconceitos e pudores. Não vivemos pelos outros, temos é MEDO de todas as imposições.

Mulher não pode usar saia curta pois é vulgar, propaganda de mulher só com lingerie já virou paisagem. Porém, se eu sair na rua de calcinha e sutiã estarei cometendo um atentado ao pudor? A atriz da propaganda é vulgar e não merece respeito? Mas ela está ganhando bem por isso, não? Se eu sofrer um estupro vão questionar a minha roupa?

A vida já tem um “trajeto”: nascer, estudar, “ser alguém”, casar, ter filhos, netos, envelhecer e morrer. Uma vida de obrigações… Às vezes me perguntam se quero ter filho e digo que não pretendo. Daí, não satisfeitos pois, claro, estou me rebelando contra “as regras”, me dizem que no momento certo o sentimento maternal irá despertar em mim. Também já ouvi que sou revoltada… Eu ri, afinal escutei isso de alguém que acha que é uma princesa na Disney, vai encontrar um príncipe num cavalo branco e viver feliz para todo o sempre.

Não sejamos hipócritas! Já me emocionei com o casamento de amigos, respeito e valorizo o sonho alheio. Que tal um pouco de respeito ao próximo? Meio básico, né?

Ninguém vive pelo outro. Vivemos por nós, por nossas paixões.  Ao optarmos por dividir nossa vida com alguém é por vontade própria, é pela nossa felicidade… Casar, morar junto, ter um “open”, não importa o título, a cerimônia ou afins, o prazer existe no simples fato de compartilhar a vida. Ou você casou com alguém que nunca amou, mas que era loucamente apaixonado por você? Não somos tão bonzinhos e nem devemos. Se suas expectativas serão correspondidas é uma outra questão.

Quem aqui trabalha com o único objetivo de enriquecer o outro? A priori, trabalhamos por nós, pelo dinheiro que irá – ou deveria – nos proporcionar alguma satisfação, conforto ou conquista PESSOAL, para passar parte da semana fazendo algo que efetivamente amamos – ou deveríamos – em condições humanas e satisfatórias. Caso contrário, estamos nos prostituindo para sustentar algo que está bem longe de ser uma vida. Obviamente, encontramos pessoas que nos engajam, inspiram… Essas pessoas potencializam o que temos de melhor a ponto de nos desafiarmos a cada dia, mas isso também é assunto para outro post.

Ah! Não posso esquecer dos círculos sociais que existem geralmente por interesse ou por prazer. Eis um ponto que particularmente me incomoda, e muito. Eu não tenho o menor interesse em “arrumar assunto” para ser simpática, tenho preguiça de eventos sociais “obrigatórios”, tenho desprezo pelas conquistas geradas por pura politicagem e mérito zero, ou quase. Conviver é um fato, é bom, importante, natural e deve acontecer, afinal não estamos sozinhos…

Em resumo, prefiro ser eu mesma, conservar meus ideais, respeitar a opinião alheia, ser obrigatória e reciprocamente respeitada, fazer amigos de forma natural, poder sair e me vestir como me faz bem, aceitar quem faz diferente…  Tão simples como religiosamente propagado: não fazer ao próximo o que não gostaríamos que fizessem conosco.

Seria capaz de escrever um livro sobre o que considero viver, mas acho para este post é capaz de mostrar o básico: vivo para me satisfazer, ser feliz e estar aberta ao novo, ao diferente, sem julgamentos ou preconceitos, admirando os que fazem e pensam além de simplesmente existir. E quem quiser, que aceite.

“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o disperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional”.

Drummond

“Acreditar em algo e não o viver é desonesto e covarde”.

Gandhi

A vida é curta e, portanto, não deve ser nula. Liberte-se dos pudores, eles nunca lhe pertenceram.

 

O texto sofreu pequenas alterações em 23/6/2013.

Você é um neurótico?

Eu sou, você é, todos somos. A busca do autoconhecimento é constante e sempre será, o difícil é assumir a própria responsabilidade diante de nossas frustrações.

Existem diversas maneiras de nos livrarmos da “culpa”, normalmente eu transformo os meus conflitos pessoais em problemas de saúde, mas a partir do momento que descobri qual é  o meu mecanismo de defesa ficou bem mais fácil entender que a maioria das minhas frustrações – ou todas elas – são de minha única e exclusiva responsabilidade e, conseqüentemente, procuro mudar e melhorar.

Não é fácil, precisamos exercitar e trabalhar nosso medos, angústias e sentimentos constantemente. Mas já consegui melhorar muitos aspectos da minha vida e continuo desenvolvendo outros. Confesso que sou uma pessoa muito mais feliz e minha vida está cada vez melhor em vários aspectos.

Bom, como adoro psicologia, fiz curso de psicanalise, tenho curiosidade sobre comportamento humano e suas reações, sempre leio algo sobre e abaixo segue trecho de um livro muito interessante que fala sobre mecanismos de defesa.

E aí? Como você costuma se defender? Foge da realidade? Coloca a culpa nos outros?

Para ler e refletir:

1) Coagido o EGO entre as forças imperiosas do ID, que exigem a satisfação de seus impulsos instintivos, e a inflexível censura do SUPER EGO que freqüentemente a proíbe, por vezes, vê-se na contingência de sucumbir a uma ou a outra. Nestes casos o EGO precisa usar de certos mecanismos ou artifícios para aquietar o ID ou para dissimular ou desculpar seu modo de proceder diante das críticas do SUPER-EGO

Observado primeiramente por Breuer, este procedimento defensivo do EGO, e atestado a seguir, por Freud, foi designado por ambos com o nome de “mecanismo de defesa”. Por volta de 1900 Freud lhe deu o nome de “recalque”. Mais tarde porém, Freud tornou a usar a primeira designação como denominação geral e utilizou a segunda para designar uma das espécies das “defesas do EGO”.

2) O RECALQUE E A REPRESSÃO

O recalque nasce de um conflito entre duas tendências opostas; as exigências do ID e a censura do SUPER-EGO. Pelo recalque, o EGO do indivíduo rejeita inconscientemente para fora do campo da consciência uma representação (idéia-imagem) ou uma emoção (afeto-sentimento) atuais ou em forma de lembranças nascidas das exigências do ID, mas consideradas intoleráveis pelo SUPER-EGO, por serem anti-sociais e antimorais. Mas, banidas da consciência, nem por isso desaparecem. Elas permanecem na memória do inconsciente dinâmico, teimando constantemente por reaparecer na consciência, o que obriga o EGO a uma luta constante de repressão e recalque de tais lembranças e atitudes impulsivas do ID. Seu único objetivo é o de fugir ao desprazer, causado pelo conflito, para o qual o recalque cria uma formação substitutiva, como o esquecimento de nomes, os “atos falhos”, os sonhos, etc., se fracassar antes. Se fracassar neste objetivo, o resultado será geralmente a neurose.

O recalque converteu-se de imediato para os psicanalistas na pedra “angular” da compreensão das neuroses. Muitos chegaram a confundir entre simples repressão e recalque, e em sua interpretação pansexualista, toda repressão-recalque do impulso sexual era julgada como causa provocadora da neurose. Todavia, quando Freud afirmou que a repressão sexual produzia geralmente os sintomas neuróticos, ele disse apenas uma meia verdade, que levada e trazida com fins interessados, tem levado à confusão muitos educadores da juventude e muitos propagandistas do sexo.

De fato, os psicólogos e os médicos sabem muito bem que existem três classes de repressão da sexualidade, como de qualquer outra classe de impulsos instintivos:

a) a repressão sem compreensão;

b) a repressão com compreensão, mas sem aceitação, e

c) a repressão com compreensão e aceitação.

Dessas três repressões, só a primeira , tida geralmente durante a infância ou a juventude, sendo inconsciente e recalcada, pode resultar em causa possível da neurose. A segunda é consciente e sendo revoltada pode dar origem, também, à neurose a longo prazo, se, em tempo, não for compreendida e aceita. A terceira repressão nunca pode ser prejudicial, mas benéfica, nela se baseando toda a educação. De onde se deduz que não é a repressão em si, mas a forma ou tipo de repressão que causa a neurose, como afirma a Escola Culturalista.

3) A REGRESSÃO:

Quando o EGO consciente e racional perde seu controle sobre a situação e não pode impor um comportamento racional e lógico de pessoa madura, REGRIDE freqüentemente a comportamentos fixados ou padronizados em épocas infantis anteriores.

O bêbado, por exemplo, quando perde temporariamente a racionabilidade pela intoxicação, visivelmente volta a comportar-se como uma criança.

Em caso de pânico coletivo, o comportamento da massa torna-se também infantil sem controle lógico e racional.

Aqui os comportamentos regressivos infantis são manifestos porque o EGO consciente tem perdido o controle diante do conflito e não mais pode dominar a situação criada pela luta interior.

4) A CONVERSÃO ORGÂNICA:

Por ela os conflitos psíquicos inaceitáveis convertem-se em conflitos orgânicos, patológicos-inconscientes; são as numerosas perturbações psicossomáticas dos histéricos, como as contrações musculares, falsas paralisias, perturbações sensoriais, tiques, gagueiras, morder unhas, etc.

Ana O. converteu em paralisia do braço o medo de vê-lo convertido numa serpente, como tinha sonhado; e o nojo de ver beber o cachorro da água do copo, na impossibilidade dela própria levar o copo à boca para beber. “Preferível morrer de sede, não bebendo, que morrer de nojo bebendo.”

5) A AUTOPUNIÇÃO OU MASOQUISMO:

O conceito secular de que o sofrimento pode expiar a culpa é um dos sentimentos básicos da vida individual, social e religiosa. Nosso código penal e as práticas religiosas do ascetismo, flagelação e penitências, baseiam-se nele. O pecador libera-se da culpa pela penitência e o criminoso fica liberado e pode voltar à sociedade, depois de ter expiado sua culpa, cumprindo plenamente sua pena. Assim, um dos mecanismos da defesa do EGO mais comum é baseado neste silogismo emocional de raízes psicológicas profundas: que o sofrimento expia a culpa. Através do sofrimento, as pretensões do SUPER-EGO são satisfeitas e sua vigilância contra as tendências recalcadas se relaxa, uma vez que as debilidades culposas do EGO ficam punidas.

Existe uma seqüência de acontecimentos derivados desse raciocínio: mau comportamento — ansiedade — necessidade de punição — expiação — perdão e esquecimento. Para minorar a ansiedade nascida do sentimento de culpa, surge o desejo de ser punido para não ser rejeitado e continuar sendo amado. A própria pessoa culposa pode chegar a punir a si mesma ou exigir que outros a castiguem. Este desejo de purificação, junto com um outro sentimento oculto de ser admirado e ser amado por seus grandes sofrimentos (ser a mais sofredora), é o que leva muitos indivíduos ao masoquismo.

Os indivíduos deste tipo castigam a si próprios, internamente através de seus sintomas patológicos (doenças somáticas), como vimos na conversão, ou por penitências e castigos externos (flagelação).

6) NEGAÇÃO — FUGA — ISOLAMENTO

Com freqüência usamos o mecanismo da negação do mundo exterior e dos conflitos interiores resultantes, quando nosso EGO se sente incapaz de superá-los. Passamos a “ignorá-los” para não ter que aceitá-los. “Estão verdes, dizia a raposa das uvas, que não podia alcançar”…

Perante a impossibilidade de enfrentar certos fracassos ou situações extremamente difíceis de serem superadas, um EGO enfraquecido prefere fugir para situações que supõe mais aceitáveis. Na impossibilidade de agüentar um pai extremamente rigoroso, na impossibilidade de casar, ou no caso de um namoro fracassado, a pessoa pode usar o expediente de ir procurar fortuna no exterior, ingressar no exército, ou num convento. São outros tantos exemplos de fuga.

O isolamento é outra variante de fuga. Nos casos de angústia invencível, o indivíduo, freqüentemente, desiste e isola-se do drama. Quem não pode prevalecer sobre outra pessoa ou se sente fracassar em seu relacionamento com ela, “isola-se dela” e corta as relações com ela… às vezes isto se generaliza extraordinariamente e o indivíduo torna-se totalmente isolado, introvertido e neurótico ou a dois passos da neurose, ou pode chegar à própria esquizofrenia. De certo modo, muitos introvertidos não o são por condicionamento filogenético, mas por condicionamento psíquico-educacional, por causa desta classe de “fuga” ou isolamento. Ou são geralmente ambivalentes: muito faladores e às vezes, sentem grande prazer em estar sozinhos.

7) A PROJEÇÃO

Mecanismo de defesa do EGO dos mais comuns e radicais, a PROJEÇÃO consiste em transferir, para as pessoas e objetos de nossas relações, os nossos conflitos internos inaceitáveis. Ao contrário da conversão pela qual os transferimos para nós mesmos convertidos em sintomas ou doenças, na projeção os transferimos para o exterior, para as outras pessoas ou coisas.

Não só os impulsos hostis agressivos e sexuais, mas tudo o que é recalcado pode ser projetado para os demais. “Não sou eu que o amo… mas ele que me procura…; não sou eu covarde, indiscreto, desonesto, ladrão, imbecil, etc., mas ele sim …; não sou eu que o odeio, mas ele sim que me odeia…” “Não desejo atacá-lo, é ele quem deseja atacar-me.”

Em casos extremos, esta atitude atribui aos outros qualidades totalmente inventadas, como nos delírios de persecução dos paranóicos; outras atribui aos outros as qualidades que ele mesmo tem; em casos mais leves basta exagerar as qualidades dos outros, para disfarçar as próprias.

A esposa, por exemplo, esquece seu próprio ódio, ou seu ciúme e acusa o marido destes defeitos; o marido, por sua vez, pode disfarçar seu desejo inconsciente de enganar a esposa, acusando-a de traição.

8) SUBSTITUIÇÃO OU DESLOCAMENTO

Trata-se de uma variante da projeção. Por este mecanismo o objeto de uma atitude inaceitável é substituído ou trocado por outro que se torna mais fácil e aparentemente mais lógico. O marido que recebe uma repressão no seu serviço, pode achar justificável um pequeno incidente para investir contra a esposa, os filhos ou o cachorro, descarregando a raiva que não pode descarregar no seu chefe, a quem tem medo ou a quem deve muitos benefícios.

O impulso sexual dirigido para a esposa ou namorada, etc. se insatisfeito pode ser deslocado para a empregada, prostituta, etc. Quantas esposas tornam-se culpadas de que o marido quarentão as substitua por alguma aventureira desqualificada.

Os impulsos agressivos podem ser aliviados se substituídos por algum exercício violento, como chutar bola, boxe, cortar madeira, respiração profunda, assistir a luta livre, etc. , exercícios muito benéficos, que podem impedir o recalque, como necessário, dando boa saída à energia emocional, que os acompanha.

9) RACIONALIZAÇÃO

Ocorre este mecanismo de defesa muito amiúde, quando o EGO consciente se esforça por explicar a todo o mundo os motivos “racionais” dos nossos constantes comportamentos irracionais.

O filantropo, por exemplo, dirá patrocinar financeiramente, “por caridade”, certa instituição benéfica (motivo aparente bem laudável) para disfarçar sua vaidade, ou o desejo inconsciente de restituir o roubado (motivo real inconsciente).

Fez-se claro este mecanismo nas sugestões pós-hipnóticas quando o hipnotizado cumpre a ordem sugerida inconscientemente, e trata de justificar o porquê o fez sem o saber.

Sendo um dos mais comuns mecanismos de defesa, os psicanalistas encontra-no, freqüentemente, nas atitudes de desculpa de seus pacientes, como “lógicas” justificativas.

10) IDEALIZAÇÃO E SUPERCOMPENSAÇÃO

Idealizando o objeto amado (enamorado, enamorada), todas as qualidades boas lhe são atribuídas, existentes ou não, ao ponto de o espírito crítico não ser mais capaz de exercer seu discernimento racional a seu respeito. O neurótico formou seu “ideal” errado e a qualquer preço o quer conservar.

Pela supercompensação, outra espécie de deslocamento, uma atitude recalcada pode ser substituída pela sua oposta. Assim, uma crueldade violenta inconscientemente recalcada pode ser compensada por uma compaixão e ternura exageradas dos sofrimentos alheios (Pessoas supercaritativas e freiras virgens que se esforçam em cuidar de crianças órfãs, que elas não puderam ter…) à hostilidade reprimida, pode ser compensada, por uma submissão e humildade extremas; os sentimentos de timidez, de insegurança ou de inferioridade, compensam-se, muitas vezes, pelas exigências jactanciosas do valentão medroso. O valente policial “armado” pode resultar o mais medroso ser humano, quando desarmado. O sentimento vaidoso da mulher pode ser supercompensado, quando possa aparecer como “a primeira” ou “a mais”, nem que seja a mais feia, a mais gorda, etc.

11) A SUBLIMAÇÃO

Com o nome de sublimação, designam-se, em Psicanálise, certas formas de substituição de tendências impulsivas, que na sua forma crua resultariam inaceitáveis, mas que modificadas ou sublimadas, tornam-se socialmente muito valiosas.

Os esportes agressivos (touradas, luta livre), são sublimações de impulsos competitivos, destrutivos e até homicidas. Combinando a sociabilidade e hospitalidade, o jogo pode ser considerado como uma sublimação da tendência instintiva para o roubo.

Fumar, beber, mascar chiclete, são expressões modificadas ou sublimadas substitutivas do hábito de chupar o dedo ou do uso da chupeta, exagerado durante a infância.

A sexualidade, pela sublimação pode converter-se em continência controlada ou castidade, muito benéfica, socialmente falando, pelo vantajoso desembaraço, que permite exercer mais facilmente as atividades sociais, artísticas, literárias e científicas.

O cirurgião, o açougueiro e o oficial do exército utilizam seus impulsos agressivos, de tal forma modificados ou sublimados, que resultam em realizações muito importantes, desde o ponto de vista social, etc.

Fonte: História das Psicoterapias e da Psicanálise (O Ego contrariado e suas defesas, Resistência e transferência, novas formas de defesa do Ego do psicanalizado) por Nelson Valente

 

Se mesmo assim você insiste em ser infeliz e viver fugindo, segue outra opção:

Maruska Pole dancer “Desmonte Maruska”

Faça arte, sorria, dance, seja sensual, ouse, divirta-se… Viva com prazer!

Para pensar um pouco…

Para começar bem o ano, vou postar duas coisas que considero muito importantes e que recebi através do e-mail de um dos meus restaurantes prediletos, o GOA. Acesse e conheça: www.goavegetariano.com.br.

Bom, primeiro é um texto bacana sobre expectativas e o desapego que é uma das minhas metas pessoais não para este ano, mas para a vida:

Expectativas

 “Não é útil esperar nada de ninguém mas é muito bom esperar algo de nós mesmos. Eles podem ser bons ou eles podem ser maus, não importa. O que importa é como lidamos com isso. E sempre será difícil porque se não fosse difícil não haveria o que aprender. Tentamos dez vezes e nada funciona.
Quando conseguimos ocorre uma mudança na situação e outro teste vem. Esta é a brincadeira cósmica. Mas se nos desapegamos um pouco, o jogo se torna muito interessante.”

Bom, agora é pensar em todo o caos que estamos vivendo cada vez com mais intensidade. Não adianta assistir a TV com olhar pedante e não fazer absolutamente nada para mudar algo, caso contrário, acostumem-se com mais acidentes naturais, enchentes, pessoas morrendo, fome, secas, tragédias, novas doenças… Importe-se agora ou continue sendo apenas mais um – prefiro não colocar adjetivos – que irá chorar quando acontecer com algum parente, amigo ou com você mesmo.

Dicas para Combater o Aquecimento Global
Escrito em setembro 2nd, 2008 at 2:55 pm

 
1- Troca de lâmpadas: substituir as lâmpadas convecionais por fluorecentes compactas. Com isto estaremos deixando de gerar no mínimo 400kg de dióxido de carbono por ano.
2- Deixar o carro na garagem: caminhe, pedale, compartilhe o carro e use mais vezes os transportes públicos. A cada 10 quilômetros é igual a menos 3kg de dióxido de carbono.
3- Reciclar: reciclando metade do seu lixo, estará economizando 1oookg de dióxido de carbono anuais.

4- Verificar os pneus:  mantena os pneus do carro devidamente calibrados, isso pode melhorar o consumo de combustível em mais de 3 %. Cada litros de combustível libera 2.5Kg de dióxido de carbono da atmosfera. Para saber a calibragem correta basta olhar na parte interna da tampa de combustível.
5- Diminuir o consumo de água quente: aquecer água consome muita energia. Instale um chuveiro de baixa pressão e no verão tome banho frio ou chaveie a ducha para a posição adequada, menos 3 toneladas de dióxido de carbono anuais.
6- Em algumas lavanderias como as de hospitais é necessário a lavagem de roupas em água quente para uma correta assepsia, fora isso não há necessidade nenhuma, ainda que é igual a mais 225 quilos de dióxido de carbono ao ano.
7- Embalagens: pode evitar-se a emissão de 545 kg de dióxido de carbono se reduzir o lixo em 10%. (incluindo sacolas plásticas e embalagens secundárias).
8- Ar condicionado: acertando o termóstato apenas dois graus para baixo no Inverno e dois graus para cima no Verão pode evitar a emissão de cerca de 900 kg de dióxido de carbono por ano.
9- Plantar uma árvore: uma só árvore é capaz de absorver uma tonelada de dióxido de carbono ao longo de sua vida.
10- Aparelhos eletrônicos: desligando aparelhos eletrônicos que não estão sendo usados, serão poupados milhares de quilos de dióxido de carbono ao final de um ano.

Passe esta mensagem adiante: ajude a solucionar este problema, incentive os amigos a ver ” Uma Verdade Inconveniente “. E antes de imprimir este documento, pense se é mesmo necessário.
Para produzir 1 tonelada de papel são necessárias 10 a 20 árvores, 10 000 litros de água e 5 MWh de energia.
Em média, por ano, uma família gasta em papel o equivalente ao abate de seis árvores.
Fonte: adaptado por Renata (alerta lançado pelo Oceanário de Lisboa para ajudar a combater o aquecimento global).